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Para Ver Antes de Morrer: #189. The Fugees | Killing Me Softly With His Song

Para Ver Antes De Morrer | 13 maio 13 - por Thiago Murta Ferreira
Fugees - kili me sofly

Nada melhor do que irmos ao cinema, sendo acompanhados pelos nossos amigos. Entusiasmados, zoando e encarando uma fila longa em uma sessão de estreia na sexta-feira. Iremos comprar os tickets e jogar pipocas no público presente, antes e durante o filme. Se posicionando ou trocando as poltronas da sala e nenhum “lanterninha” para nos expulsarem de lá. São claras as situações inusitadas vividas dentro desse cinema, situado em algum subúrbio norte-americano. O que vale aqui é uma boa intensão de se divertir.

Capturar455A faixada do cinema indica que o filme de hoje é “The Fugees” e é estrelado por Pras Michel, Wyclef Jean e a graciosa Lauryn Hill. A música é impactante e a apresentação segura da Lauryn Hill demostra como é que se faz uma boa diversão em poucos pontos de entretenimento que existem nas ruas dos guetos.

Curtindo todos os bons momentos, com a companhia do trio de Hip-Hop de New Jersey, ao perceberem que a sessão de hoje está praticamente lotada, até para sair ou comprar pipoca e refrigerante, o grupo tenta se comportar no pequeno espaço que tem, sem perder a humildade e o carisma.

O filme mostra as situações vividas pelo grupo de frente da tela. São retratados em uma gravação de uma apresentação, fazendo que eles se relembrem juntos com o público pagante. A simpatia dos três personagens (tanto na tela, enquanto como espectador) é tão significante que consegue convencer muito bem a gente que vem assistindo o videoclipe, sem que eles queiram se levantar da poltrona!

Breves, porem importantes, são as cenas que mostram os bastidores do cinema, servindo como um complemento para o videoclipe. O estabelecimento na entrada, em que no inicio os três passam como “as estrelas da noite” sem pegar a fila e ainda por cima chegando de limusine. No Hall toda a multidão que entra e sai das salas de projeção. São típicos os falatórios, as brigas e os namoros. A bagunça nos corredores e um casal marcando um encontro, direto em um banheiro masculino (!) sugere o que ainda estaria por vir em um cinema lotado.

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Nos momentos decisivos do filme, o Pras Michel cai por detrás de um palco, iniciando uma correria na festa, fazendo com que o público apreensivo espere a continuidade da cena. Até que a bendita hora que queima o rolo do filme, fazendo gerar uma discussão entre o amigo engraçado (Wyclef Jean) e demais pessoas ao seu redor. Começa aí a briga e o apavoro repentino (tem gente fugindo pelo lado de fora da tela). Mas logo volta a calmaria, porque no final das contas, o clima daqui é se emocionar com essa música bela e positiva.

O grupo já se desfez em 1997, voltaram em pequenas apresentações em 2005. Lauryn Hill se tornou uma das maiores interpretes da música Soul e R&B norte americana. Pras Michel se tornou empresário, produtor de músicas para comerciais e programas televisivos. E o Wyclef Jean, além de ter a carreira de cantor, ele é co-fundador de uma ONG em pró de arrecadações de recursos para a população necessitados do Haiti, a Yele Haiti Foundation. Os três integrantes têm ações sociais em outros países pobres da América Central.

Infelizmente, o diretor Aswad Ayinde, responsável pelo videoclipe, recentemente foi acusado de envolvimento em acusações de abuso sexual e agressões com a sua esposa e suas filhas. Está condenado a uma pena que pode chegar a 40 anos de retenção ou prisão perpétua.

Capturar eeretO hit “Killing Me Softly With His Song” já foi regravado várias vezes e sempre foi um sucesso em todo mundo. O grupo de New Jersey – na época da gravação do segundo álbum, The Score de 1996 – propuseram regravar as músicas dos cantores que mais admiravam. Não só a versão cover da Roberta Flack se destaca, como também o hit “No Woman, No Cry” de Bob Marley, outro sucesso da banda. O álbum ganhou dois Grammys em 1997 e ocupa a posição número 360 na lista das 500 melhores canções de todos os tempos de acordo com a revista Rolling Stone norte-americana. The Score vendeu 18 milhões de copias, um marco sem precedentes para o movimento Hip Hop.

Direção: Aswad Ayinde | Ano: 1994

Thiago Murta Ferreira

Cursando em Turismo na (UNICID – SP), a sua disciplina que mais se dedica é área de Artes e Museologia. Na qual, pretende entrar na carreira de Design em breve. Desde criança assistia e anotava os seus videoclipes interessantes em um caderno. Um bom pretexto que se dedica no site é sobre videoclipes artísticos, do Rock ao Eletro underground dos anos 90 e até os dias de hoje. Sempre procurando as curiosidades relevantes das produções audiovisuais.