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Para Ver Antes de Morrer: #234. Placebo | Song To Say Goodbye

Para Ver Antes De Morrer | 24 maio 14 - por Thiago Murta Ferreira
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A espiritualidade paternal de modo reverso. Isso representa muito bem de como podemos se reaproximar aos entes queridos, travando uma guerra contra o vicio, a solidão e o suicídio. Esse videoclipe do Placebo mostra um garoto forte, responsável e figurativo e a todo o momento, tenta tirar os percalços do seu pai com a vida amargurada.

1251343_originalO vídeo começa com o garoto dirigindo um carro, vagando nas ruas silenciosas com a companhia de seu pai que está desolado com o mundo. São várias as cenas em que os dois se interagem e em volta está quase sempre pacato e desértico, nem sempre tem uma terceira pessoa para intervir do que se passa com os dois. – Para falar a verdade, soa muito mistério e aflição. É diferente de apenas uma troca de personalidade, a criança não apenas tem um comportamento maduro, mas a sua inocência persiste em reanimar o adulto em qualquer forma possível.

712582F50FA984DA71A0E7E773357D25No meio do clipe o que mais impacta é o rosto do garoto machucado, como se ele levasse um soco no rosto. Quando vê o pai refregado, ele apenas aceita como algo consolidando a situação. Será que o pai bateu nele? E por qual ocasião? – Tem muitos quebra-cabeças e outras formas de interpretar esse videoclipe. Méritos para a direção de Philippe André que mostrou uma direção teatral com várias situações do cotidiano, dando uma liberdade n e a atuação dos dois atores para seus personagens.

Destacando o ator mirim Field Cate, com suas expressões que vagam nesse mundo de muitas perguntas e poucas respostas. Tentando acompanhar as tormentas do pai, o ator Michael Joseph Carr. Esse dois atores não são conhecidos em Hollywood, apenas o garoto fazia parte do elenco da série “Pushing Daisies” de 2007/2009. Porém, a sincronia entre os dois é formidável. Todos os percursos, ensinamentos e dificuldades sobre suas vidas são apresentados apenas por gestos, olhares penetrantes e as expressões de dor e aflição; são os pontos que mesclam bem a trilha melancólica pela banda do álbum “Meds” de 2006.

Capturarm okokpklA abstinência, a falta de um elo, uma segurança retrativa e esperançosa em close, em locações de uma Los Angeles Freeway e de todos os subúrbios explorados da cidade, alugando para poder dormir, acordando para pedir um breakfast no restaurante, se alojar em um bar a tarde, ou então, se deparar com uma viatura da polícia à noite. A letra fala claramente do eu-lírico tentando livrar alguém do vício, alguém que se deixou destruir e se tornou um triste desperdício para sociedade. Como se fosse uma verdadeiro road movie sem querer sair do mesmo lugar de origem.

Vale muito a pena observar a cada ação dos dois personagens, porque este é dos poucos videoclipes instigantes a obter o “plot twist” no final. Porque certamente você ficará desconfortável por cenas monótonas, mas em compensação te deixará surpreso sobre o desfecho dessa história rica em detalhes. – Ai você percebe que estará vendo de novo, de novo e de novo.

Diretor: Philippe André | Ano: 2006

Thiago Murta Ferreira

Cursando em Turismo na (UNICID – SP), a sua disciplina que mais se dedica é área de Artes e Museologia. Na qual, pretende entrar na carreira de Design em breve. Desde criança assistia e anotava os seus videoclipes interessantes em um caderno. Um bom pretexto que se dedica no site é sobre videoclipes artísticos, do Rock ao Eletro underground dos anos 90 e até os dias de hoje. Sempre procurando as curiosidades relevantes das produções audiovisuais.