Para Ver Antes de Morrer: 58. Michael Nesmith | Rio

Anos 70, Para Ver Antes de Morrer | 27 nov 18 - por João Paulo Porto

Chris Blackwell da Island Records pediu a Nez para fazer um “clipe” para promover seu novo disco na Europa. Nez não tinha ideia do que era um clipe – e, em vez de entendê-lo como uma gravação de baixo orçamento de um artista que imitava a música em um palco, ele se lembrava dos musicais de Hollywood, os filmes dos Beatles e da Disney e até mesmo do The Monkees.

Durante a edição, o diretor Bill Dear e Nez descobriram que a música podia assumir a narrativa para criar continuidade mesmo quando colocada sobre imagens descontínuas. Essa continuidade é o que faz um videoclipe. Em sua biografia, Infinite Tuesday: An Autobiographical Riff, o ex-Monkey diz, com convicção, que “Rio” é o primeiro videoclipe da história. No entanto, vale lembrar que os clipes de “Strawberry Fields Forever” e “Penny Lane” dos  Beatles (que provavelmente serviram de inspiração para “Rio”) e “Bohemian Rhapysody” do Queen já existiam. Ou seja, o clipe de “Rio” não se encaixaria na definição de primeiro clipe da história. 

No entanto, houve uma diferença clara entre “Rio” e outros clipes e a forma de arte vista aqui foi única por causa de uma continuidade dinâmica que não faltava em outros trabalhos. 

Nez criou o “videoclipe” com sua esposa na época, Kathryn, e o diretor Bill Dear em 1977. O clipe ganhou o primeiro Grammy já dado por um videoclipe. 

Diretor: Bill Dear | Ano: 1997

João Paulo Porto

Criador do site 1001 Videoclips e apaixonado por The Smiths.