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Os videoclipes mais polêmicos de George Michael

Listas | 27 dez 16 - por João Paulo Porto

Quando  começou a ser capa de cadernos culturais e revistas especializadas, tudo que ele tinha era um punhado de hits, um visual bacana e atitude rock n´roll, mesmo sendo membro de um dupla pop chamada ! Hits chiclete como “Wake Me Up Before You Go-Go” enlouqueciam fãs no mundo todo e o visual de calças jeans rasgadas e o brinco em forma de cruz em apenas uma orelha, uma marca registrada da moda dos anos 80, era imitado pela garotada de Tóquio a Nova Iorque.

Desde que o Wham! finalizou suas atividades em 1986, GM seguiria uma bem sucedida carreira solo. Ele era o compositor e cantor principal e possuía o belo rosto que milhões de jovens haviam colado na parede de seus quartos. 

Em sua formidável carreira solo, sabia como poucos, utilizar o videoclipe como ferramenta poderosa para alavancar as vendas dos seus albuns. Muitos de seus clipes eram poderosas peças audiovisuais de puro bom gosto e brilhantismo. No entanto, houve momentos que o cantor abusou da liberdade criativa para transportar para os lares de classe média imagens a desafiar o status quo.

Abaixo, selecionamos os clipes que mais deram o que falar na conturbada – mas admirável – carreira do cantor, falecido neste Natal de 2016. 

 

“I Want Your Sex”, de 1987

Foi no auge da MTV que surgiu o clipe escandaloso de “I Want Your Sex” e chamou atenção pelo conteúdo erótico apresentado. O vídeo  – com a celebridade Kathy Jeung que era namorada de George na época – apresenta a modelo vestindo um espartilho e suspensórios. Ela também é vista usando uma peruca loira com Michael cantando em seu ouvido. Uma das cenas mais picantes mostra o cantor escrevendo as palavras “explorar a monogamia” nas costas de sua parceira com batom. 

Após o lançamento, uma série de críticas foram lançadas em relação ao conteúdo do videoclipe, pois as cenas insinuavam sado-masoquismo e tratavam as mulheres como objeto mesmo que a mensagem incentivasse a monogamia. Foi considerado o terceiro videoclip mais controverso de todos os tempos exibido pela MTV norte-americana. Considerado comportado para os padrões atuais, em 1987 as cenas sensuais foram consideradas quentes demais e uma versão editada foi feita para passar em horários diurnos nos EUA e Inglaterra.

 

Outside, de 1998

O cantor, que já havia enfrentado problemas de depressão em outros tempos, talvez, encarou o pior momento de sua carreira quando foi pego em uma tentativa de ato sexual com um policial a paisana, que o acusou de insinuação sexual em um lavatório público em Beverly Hills. O incidente o obrigou a sair do armário de forma errônea, apesar de há anos, rumores de sua opção sexual já circulassem pelas esquinas.

Michael aproveitou o incidente para escrever uma canção de libertação sexual onde assumia sua condição e incentivava os homossexuais a saírem de seus armários. “Outside”, porém, causou mais polêmica por causa de seu videoclipe: um desfile intenso de demonstração de liberdade sexual, apenas comparado aos clipes de Madonna.

De certa forma, àquela altura, o cantor já não tinha mais opção e decidiu satirizar a si mesmo mostrando o que acontece por trás do mundo “gay”. Mesmo impressionante em sua mensagem, o clipe não foi bem aceito pelo público e se tornou mais um motivo de chacota.

Shoot the Dog, de 2002

Quando GM lançou o videoclipe de “Shoot The Dog”, no reino unido em 29 de julho de 2002, seria a primeira vez em que o cantor entraria no mundo das criticas políticas. Desta vez, a vitima foi o então, presidente norte americano George W. Bush e ministro da Inglaterra, Tony Blair, caracterizado como um cachorrinho nas mãos de Bush.

O videoclipe, produzido pela equipe de animação 2DTV, causou furor ao apresentar, de forma pouco habitual e colorida, um Bush totalmente infantilizado e ridículo e um Blair submisso e patético. As intenções de Michael estariam nas entrelinhas, mas o exagero nas críticas e nas personificações das personagens extremamente banais – que incluem o próprio cantor em vestimentas esdrúxulas, que remetem às suas diversas fases – não foi bem aceita, pois parecia uma atitude desesperada de notoriedade.

Freeek! de 2002

O extravagante videoclipe de “Freeek!”, dirigido por Joseph Kahn (quem mais?) incorporava um tema futurista, incluindo cyborgs e tecnologia sofisticada que lembrava de longe o longa Blade Runner, porém com um tom sexualmente agressivo. Para a época, o clipe era moderno e caro, custou a bagatela de 1 milhão de dólares, e fez bastante sucesso, aparecendo até mesmo em programs de TV, mas não foi o suficiente para resgatar a fama do artista que já havia sido considerado um dos maiores astros do pop mundial. 

João Paulo Porto
João Paulo Porto

Fundador do 1001 Videoclips e louco por The Smiths