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Os 30 melhores videoclipes nacionais de 2015

Videoclipes | 03 jan 16 - por João Paulo Porto

Supercolisor, Emicida, Karol Konka e Jaloo estão entre os grandes destaques de 2015. Confira a A lista a seguir com o melhor que 2015 teve para oferecer em videoclipes nacionais.

E se você acha que faltou algum trabalho importante, deixe suas sugestões no comentários.

30. Silva – Volta

Direção: Angelo Silva e William Sossai

O capixaba Silva foi até a Angola para filmar o clipe de “Volta”. “A minha impressão é a de que na África eles têm sempre o beat certo, acompanhado da melhor dança possível”, diz Silva sobre o clipe de “Volta” que conta com coreografias inventivas, captadas desde o pôr do sol no alto dos prédios da cidade de Luanda, capital de Angola, até a noite alta pelas ruas do centro da cidade.

29. Silva – Eu Sempre Quis

Direção: Cosmo

O capixaba nos entrega um clipe minimalista e bem produzido pela equipe da Cosmo para o carro-chefe de seu terceiro disco de inéditas, o sucessor do elogiadíssimo Vista Pro Mar,  Jupiter. Nele, Silva dança despretensiosamente, sem passos ensaiados enquanto imagens de planetas e da galáxia são entrelaçadas, numa clara referência a arte gráfica de Júpiter.

28. Karol Conka – Tombei

Direção: Konrad “KondZilla” Dantas

Karol Konga é um fenômeno incomum num cenário dominado pelo sertanejo. O discurso machista arcaico é jogado no lixo em uma super produção que impressiona pela caprichada edição e fotografia. Além disso, a curitibana cria um desfile de batidas funk alucinante e hipnotizante, prova de que o funk carioca pode ir muito além. Destaque para o visual criativo do elenco.

27. Anitta – Bang

Direção: Giovanni Bianco

Anitta não quer ser apenas lembrada por “Show Das Poderosas”. No clipe de “Bang”, a moça luta para se firmar como artista pop nacional. O contagiante vídeo que contou com a direção criativa de Giovanni Bianco, que trabalha com Madonna,  é simples, com boa fotografia e coreografias com clara influência do icônico clipe de “Single Ladies”, de Beyoncé. 

26. Luneta Mágica: Lulu
Direção: Rafael Ramos

O primeiro clipe da banda amazonense Luneta Mágica usa muitos truques de câmera e poucos efeitos digitais, conceito bastante explorado por diretores como Michel Gondry (Björk, The White Stripes) e Nabil Elderkin (Foals, Bon Iver), para mostra a protagonista – a atriz Hamyle Nobre – percorrendo as ruas da capital amazonense interpretando Lulu, uma jovem que transmite alegria por onde passa.

25. Mahmed: Shuva
Direção: Bruno Adorno Alves

Com um tema caprichado, fotografia e direção bem redondas, a Mahmed disponibiliza seu primeiro clipe oficial: “Shuva”. O diretor Bruno Adorno Alves aborda assuntos como mudança, ruptura e libertação. Cercado pelas mulheres da casa, um “pai de família” lentamente se transforma em mulher. Um clipe mágico de se ver.

24. Far From Alaska – “About Knives”

Direção: Justiceiros

Far From Alaska é, sem exageros, uma das mais gratas revelações do rock alternativo nacional dos últimos tempos. O vídeo é sobre um robô que passa por um processo de “humanização”. A produção – uma parceria das produtoras Granada Filmes e Vivac Films e com direção do grupo Justiceiros – capricha na fotografia e nas paisagens de tirar o fôlego.

23. Rafael Castro, “Ciúme”
Direção de Daniel Bruson

O clipe em animação no melhor estilo Comichão & Coçadinha é uma sequencia de presepadas causadas por ciúme. A animação de encher os olhos de tão bela é dirigida por Daniel Bruson.

22. Serge Erege, “Rhythmn of the day”

Direção: Rudá Cabral

Direção de Rudá Cabral, o hipnótico clipe de “Rhythm of the Day” bebe das referências de Alejando JodorowskyVincent Moon, começa com um plano sequência, mostrando Serge em meio a diversas performances de atores que expressam descompasso, deslocação e caos. “É como se fosse uma mini selva, com as pessoas sendo agressivas umas com as outras e distantes, apesar do contato físico simbolizado pela dança e a sedução”, comenta Serge.

Detalhe: há uma referência explicita ao delicioso clipe de “True Faith” do New Order. Tente adivinhar. 

21. André Whoong, “Vou parar de beber”
Direção de Deco Farkas

Construído apenas com fotos, o clipe de “Vou Para de Beber”, de André Whoong, tem como protagonista o próprio músico, que enfrenta uma ressaca repleta de arrependimentos. Através da técnica stop motion, o diretor Deco Farkas tentou produzir com o vídeo “algo puramente refrescante e ironicamente ignorante”, como foi descrito em comunicado.

20. Inquérito, “Eu só peço a Deus”
Direção de Levi Vatavuk

Com clipe “Eu Peço A Deus”, Inquérito revisita período não muito bonito da história do Brasil, a escravidão. A produção contou com o envolvimento de mais de 30 pessoas, entre atores profissionais e moradores da comunidade, os quais deram vida às personagens do roteiro, focado na fuga de um escravo em luta pela sobrevivência. Um trabalho competente de Levi Vatavuk.

19. Mc Mayara, “Ai como eu to bandida dois”

Direção: Bernardo Tomsons

Não me julgue, mas o clipe de “Ai Como Eu To Bandida Dois” é uma pérola preciosa do movimento feminista. A MC Mayara cria um video fantasioso divertido que combate o machismo, homofobismo e racismo de forma leve e divertida. A mensagem é clara: “Faço parte de um coletivo que combate machismo, racismo, homofobia e transfobia. Dentro dele, cada 1 tem seu lugar de falar. O meu é de MC.”, tuitou a garota. A direção de Bernardo Tomsons.

18. Pequena Morte, “Balada volátil comum (cavalgadinha)”

Direção: Olada e Coletivo Imaginário

Com 10 anos de estrada, a Pequena Morte conquistou o público de BH com seu ska autoral – abrasileirado e pouco ortodoxo. “Balada Volátil Comum (Cavalgadinha)” ganhou um clipe de altíssima qualidade, dirigido pela Olada em parceria com o Coletivo Imaginário. Ambientado no sertão, o clipe narra em tons de sépia, os lendários Lampião e Maria Bonita causando terror por onde passam.

17. Flávio Renegado, “Redenção”

O clipe mistura efeitos visuais com imagens do premiado rapper Renegado mandando as rimas cheias de teor social. A faixa faz parte do EP Relatos de um Conflito Particular. 

Filarmônica de Pasárgada – FIU FIU

Direção: Thiago Ricarte

Com participações de Laerte e Tom Zé, Filarmônica de Pasárgada apresenta o videoclipe de ‘Fiu Fiu’. Com bom humor e protesto, banda chama atenção para a luta das mulheres e transgêneros. O videoclipe foi escrito, dirigido e coreografado pelo cineasta e amigo da banda Thiago Ricarte – “Nossa ideia era abrir o campo de debate, trazer todos esses questionamentos a público. Já sentimos a repercussão, com muitas manifestações machistas, homofóbicas e opiniões pejorativas sobre tudo que apresentamos”, revela o cineasta.

Marcelo Perdido – Cidade Pequena

Direção: Renato Cauby

Com o belo clipe da faixa “Cidade Pequena”, Marcelo Perdido passeia por lugares diferentes para nos contar uma belíssima história de amor que migra do interior para a cidade grande. Destaque para o ótimo trabalho de fotografia e as belas capturas de paisagens de tirar o fôlego, graças ao excelente direção de Renato Cauby.

Jaloo – Insight

Direção: Jaloo

A versatilidade do músico é o fator que difere o trabalho dele dos demais artistas que surgiram no norte do país. “Insight”, clipe de estreia dirigido pelo próprio, é um reflexo do visual colorido e vivo de Jaloo e uma das produções visuais que mais se destacaram no cenário audiovisual nacional.

Mahmundi – Eterno Verão

Direção: Hugo Braga

O clipe celebra o alegre espírito do verão em grande estilo com bastante cores e animação. O vídeo foi dirigido por Hugo Braga, que também assina a direção de “Calor Do Amor”. “A intenção do clipe era mostrar que o ‘eterno verão’ pode rolar em qualquer lugar. Tanto que o clipe traz essa subversão – quando falo de vista pro mar aparece o céu, quando digo um lugar pra descansar a imagem é a do mercado… na hora que a letra diz uma coisa, o clipe desconstrói a imagem óbvia e mostra outra cena. Porque eu penso muito que o eterno verão é um sentimento”, explica Mahmundi em comunicado.

Tiago Iorc – Amei te Ver

Direção: Rafael Kent

Clipe babado que deu o que falar. Pudera. De forma simples e profunda, sem precisar apelar para banalidade, futilidade ou mesmo diminuição da mulher, o canto contracena com a atriz Bruna Marquezine em uma singela troca de carinho de uma sensibilidade impar. Ambos aparecem nus da cintura para cima, acrescentando ainda mais beleza ao video, que já foi visto mais de 5 milhões de vezes.

Clarice Falcão – Survivor

Direção: Célio Porto e Clarice Falcão

O clipe de “Survivor” deu o que falar em 2015. Nas imagens, clarice aparece junto com outras mulheres anônimas, que no decorrer do vídeo, passam batom vermelho nos lábios e no rosto como uma forma de destacar o empoderamento feminino.

Filipe Catto – Dias e Noites

Direção: Fernanda Rotta e Rodrigo Pesavento

O incrível clipe é protagonizado pelo artista, num jogo de luzes e imagens sobrepostas, em um plano de fundo escuro, onde se vê o rosto de Catto mesclado ao de outras pessoas. A produção dirigida por Fernanda Rotta e Rodrigo Pesavento impressiona pela qualidade visual e bela fotografia em cores psicodélicas.

Primos Distantes – Feio

Direção: produtora IÊ

Primos Distantes protagonizam perseguição absurda no clipe de “Feio”. Dirigido pela produtora , o clipe é recheado de cenas doidas, gente suja, dancinhas e outras esquisitices. Também conta com a participação de Rafael Castro, produtor do primeiro álbum da dupla.

Sephion – “Fucking War”

Direção: Nyck Maftum

Gravado em uma construção abandonada em Curitiba, o clipe de “Fucking War” apresenta a banda  cantando em um cenário desolador que casa perfeitamente com o clima de tensão reproduzido pelas  cenas de combates em solo e até aéreas que permeiam durante os mais de cinco minutos da produção. Ah,  os efeitos especiais não decepcionam. A direção é de Nyck Maftum.

Titãs – República Das Bananas

O clipe animado mostra os músicos (Sergio Britto, Branco Mello, Tony Bellotto e Paulo Miklos) e imagens de quadrinhos de Angeli criados exclusivamente para este clipe. Ele também assina a composição da canção ao lado de Branco Mello, Hugo Possolo e Emerson Villani. Esta é a primeira vez que músicos e cartunista se unem para um trabalho conjunto. “Já que fomos parceiros na música, por que não também no clipe? Começou a ficar tão legal a ideia, que ele acabou nos desenhando e entramos definitivamente para a República dos Bananas”, explicou Branco.

Rico Dalasam – Não Posso Esperar

Direção: Toddy Ivon

Há muito estilo e atitude no clipe de “Não Posso Esperar”, da revelação do rap nacional, Rico Dalasam. Com o clipe de “Não Posso Esperar”, dirigido por Toddy Ivon e gravado durante o Festival drag Bushwigfestival, em Nova York, Rico acerta em cheio em seu queer-rap miscigenado maravilhoso. O Brasil precisa mais de gente criativa e ousada.

Murilo Sá & Grande Elenco “Eis Que Eu Tento Me Entreter”

Direção: Luffe Bollini

lança o primeiro videoclipe de sua carreira musical. Intitulado “Eis Que Eu Tento Me Entreter”, o clipe é uma viagem visual super colorida e cheia de referências aos nostálgicos anos 80. Trabalho de primeira, dirigido por Luffe Bollini.

Johnny Hooker – Amor Marginal

Destacado pelas ótimas atuações e bela fotografia, o clipe com estética inspirada nos filmes Contracorrente e Noiva Cadáver, conta a história de um casal feliz que tem sua vida amorosa transformada com a chegada de um terceiro amor, no caso, o próprio Hooker, que também é ator. Além de , o clipe é protagonizado por Carol Macedo e Ariclenes Barroso.

RashidA Cena
Direção: Levi Vatavuk

Dirigido por Levi Vatavuk, o videoclipe é um quadro emocional sobre o racismo, tema tão abordado nas obras de artistas do cenário hip-hop nacional. Mostra várias cenas de torturas sociais e de submissão de pessoas pobres e pretas. Um clipe para ser lembrado.

Supercolisor – Planetário

Direção: Bonk

Já falamos aqui deste video dos amazonenses do Supercolidor. O clipe de “Planetário” — uma narrativa que ilustra uma viagem pelo espaço sideral é uma obra de arte visual e dos melhores e mais dinâmicos clipes lançados no cenário nacional em 2015. Quem assina a produção é o estúdio curitibano Bonk!

Emicida – Boa Esperança

Direção: Katia Lund e João Wainer

“Queria fazer um vídeo em que as empregadas colocassem veneno na comida dos patrões e esse barato virasse uma epidemia pelo Brasil”, conta o MC Emicida para a Noisey sobre o fantástico clipe de “Boa Esperança”. Com cores mais vivas e um roteiro coletivo sincero e afiado, o vídeo narra a revolta dos empregados domésticos para jogar o holofote no racismo e desigualdade social no Brasil. A direção é de Katia Lund e João Wainer.

João Paulo Porto
João Paulo Porto

Fundador do 1001 Videoclips e louco por The Smiths