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Os melhores videoclipes da década de 70

Humor, Listas | 05 set 16 - por João Paulo Porto
the best 70 music videos

Uma viagem pelos maravilhosos anos 70, desde a erótica Grace Jones aos automáticos Kraftwerk, viajando pelos espelhos refletores da Kate Bush à épica ópera rock do Queen – que levou o primeiro lugar – o site americano Pitchfork elegeu recentemente, uma lista incrível dos 25 melhores clipes dos anos 70. Estes clipes da era pré-MTV ajudaram a definir o que vídeos de música deveriam ser na década seguinte. Confira a lista abaixo:

25. The Rolling Stones: “It’s Only Rock ‘N’ Roll (But I Like It)” (1974)

O diretor Michael Lindsay-Hogg teve a brilhante ideia de colocar a banda em frente a uma lente lente grande angular sob uma tenda berrante inflada em torno deles enquanto bolhas de sabão gradualmente se infiltravam no set. A inovação foi por muito tempo subestimada, mas o estilo simples de Hogg teria, propositadamente ou não, influenciado muito dos clipes dos anos 90: principalmente de Hype Williams e dos Beastie Boys.

24. X-Ray Spex: “Identity” (1978)

“Identidade é a crise, não percebe?”, Poly Styrene geme no clipe promocional da canção, vestida no estilo anos 50 e tocando com sua banda em um antigo armazém cheio de manequins de loja uma de departamento.

 A estreia do grupo de 78,  Germfree Adolescents criticava o consumismo desenfreado de uma sociedade fútil. “Identity” não aborda explicitamente temas anti-consumistas, contudo a letra – “Você vê-se na TV, você se vê na revista / Quando você se vê / Será que faz você gritar? “- sublinha que os perigos do consumismo nãos resumiam em ficar perdido no supermercado, mas estendiam ao imaginário que rodeia as mulheres jovens até hoje: A identidade. A esta altura, a mera presença de Styrene neste clipe é um ato político, oferecendo um novo modelo de aspiração visual.

23. Yellow Magic Orchestra: “Tong Poo” (1979)

O vídeo é um vislumbre do futuro tecnológico: Três homens em smokings, tocando instrumentos de ponta, emendados com longas cenas dos primeiros jogos de videogame. O grupo musical japonês – e rival do Kraftwerk – Yellow Magic Orquestra criou um clipe futurístico com um showroom tecnológico de ponta para a época.

 

22. Bee Gees: “Lonely Days” (1970)

O trio mais popular da musica pop mundial vivia o auge da fase melancólica quando o curta-metragem produzido para promover o primeiro single lançado depois que a banda se reuniu com Robin – após sua curta separação – oferece uma prova de que não importa quão ricos e famosos sejam os Bee Gees, eles não seriam nada sem os três irmãos juntos.

21. Blondie: “Heart of Glass” (1978)

Muito antes – mas muita antes mesmo – que Beyoncé aparecesse com seus álbuns visuais, Debbie Harry e cia se reuniu com David Mallet – um dos maiores diretores dos anos 80 – para criar clipes musicais para cada faixa do LP Eat To The Beat, de 1979. Mas nenhum clipe da banda se tornou tão memorável como “Heart Of Glass”, uma das maiores canções pop de todos os tempos e responsável pela fama mundial do Blondie.

Debbie Harry aparece em um close-up marcante na abertura resistindo a qualquer demonstração de emoção enquanto a faixa radiante se desenrola ao seu redor. Quantos marmanjos não babavam por esta mulher. E quantas mulheres não desejaram estar no lugar dela.

20. Grace Jones: “Do or Die” (1978)

Por alguns meses no final de 1978, a rede de TV italiana Rai 2 transmitia um programa ao vivo bizarro chamado “Stryx”, que contou com uma variedade de performances curtas com temas medievais assustadores. As performances eram bem coreografadas e os cenários muito bem decorados, um artefato visual que influenciou a era MTV. ícones Disco como Amanda Lear e Asha Puthli atirou seus próprios episódios, assim como cantora brasileira Gal Costa, mas os clipes de Grace Jones eram o que mais se destacavam.

19. Prince: “I Wanna Be Your Lover” (1979)

Despido de qualquer artefato que pudesse impactar um clipe na época, Prince provou simplesmente que apenas sua aparência e um suingado único – no melhor estilo Brown/Jagger poderiam ser suficientes para criar um videoclipe memorável e incrivelmente barato.

18. Gloria Gaynor: “I Will Survive” (1979)

Sem dúvida o hino disco definitivo, “I Will Survive”,embora  escrito como uma desafiante resposta a um ex-amante, seu refrão mais tarde foi adotado pela comunidade LGBT por causa da epidemia da AIDS. Impulsionada por um arranjo espetacular e a potente  voz de Gloria Gaynor, “Survivor” gerou um vídeo icônico que girou o mundo na época.

O que mais impressiona no vídeo, no entanto, é a solidão de Gaynor, fotografada em isolamento contra um contexto preto e austero. A cultura disco é muitas vezes lembrada como um espaço tribal, um sonho utópico de uma comunidade plural vivendo em perfeita harmonia. O vídeo de Gaynor representava, no entanto, um meio de auto-capacitação, reforçada pela gloriosa sensação de solidão em meio a uma multidão elétrica de estranhos.

17. The Alan Parsons Project: “I Wouldn’t Want to Be Like You” (1977)

I Robot, clássico literário de Isaac Asimov foi a inspiração para o clipe de “I Wouldn´t” do Alan Parsons Project. No vídeo da canção, produzida pelo Rock Flickr – que também dirigiu Queen em “We Will Rock You” – Parsons se encanta por um assustador cyborg mumificado descoberto através de um arquivo. A historia se passa em uma paisagem urbana brutalista, impulsionada principalmente pelo salto de cortes que sincronizam com a música.

O clipe funciona como uma parábola para a inteligência artificial e faz uma homenagem ao clássico da literatura ao encerrar o video com os créditos de Isaac Asimov.

16. The Boomtown Rats: “I Don’t Like Mondays” (1979)

A mordida canção do irlandês Bob Geldof, líder do Boomtown Rats ganhou um clipe sádico dirigido por David Mallet. A canção foi influenciada pelo massacre em uma escola em San Diego. Quando foi perguntado à assisada o porquê da crueldade, ela respondeu: “I don´t Like Mondays”.

A canção chegou ao topo das paradas do Reino Unido e o clipe é um dos mais icônicos da década de 80. Elevou a fama não apenas de Geldof como também do diretor Mallet.

15. ABBA: “Take a Chance on Me” (1977)

Em meados dos anos 70, enquanto apenas alguns grupos faziam vídeos musicais, o quarteto sueco fez muitos deles: um total de 18 entre 1974 e 1979. Faz sentido, uma vez que a carreira do ABBA começou na TV, com a sua vitória no Eurovision de 1974.

“Take a Chance on Me” veio depois de “Dancing Queen”. Essas duas canções levaram o grupo ao estrelato global, e seus clipes formataram o padrão visual do ABBA por anos. “Take A Chance On Me” mostrava Frida e Agnatha desfilando poses memoráveis em um ambiente totalmente neutro. Com uma música tão boa, o duo pop Erasure, faria uma homenagem divertida, 12 anos depois neste clipe sensacional.

14. Joni Mitchell: “Big Yellow Taxi” (1971)

Apesar da canção-protesto ser atemporal, o clipe para “Big Yellow Taxi” é datado, no entanto, está longe de ser irrelevante. A canção que marcaria a fase mais criativa de Mitchell, fala sobre ambientalismo e é simples a atemporal. O clipe animado produzido pelo lendário animador John Wilson (A Dama e o Vagabundo, Peter Pan) para uma série de TV da época, não evocava a beleza da canção, e funcionava mais como uma apresentação criativa de seu próprio talento visual. Com um desfeito surpreendente, Wilson retrata a letra da música como uma história sobre a queda da humanidade graças a diversas atividades industriais, desde o desmatamento em massa à urbanização.

13. Giorgio Moroder: “From Here to Eternity” (1977)

O clipe apresenta lendário produtor italiano Giorgio Moroder – responsável em boa parte pelo sucesso da diva Donna Summer – onde mais se sente a vontade: cercado de glitter, brilhos e toda a parafernália de equipamentos analógicos oscilares. Em um cento ponto, há um close up de um controle que mostra um guitarrista conectando em um amplificador. Em uma época onde os sintetizadores e eletrônicos eram o futuro da música pop, vídeos como “Eternity” eram a propaganda perfeita.

12. Sylvester: “You Make Me Feel (Mighty Real)” (1979)

O mega-hit de 1979 “You Make Me Feel (Mighty Real)” é uma parte significativa da cultura popular americana não só por ter alcançado o Top 40 ou por sua influência (mais tarde, Bernard Sumner afirmou que “Blue Monday” nasceu das sonoridade desta canção), mas sua aceitação da homossexualidade negra como uma identidade autêntica em contraste a heterossexualidade de artistas de rock da época.

No vídeo, Sylvester desfila em seu uma discoteca com verve e propósito, vestindo um disfarce diferente para cada aparição. Ele entra descendo uma escada vestido em um couro preto berrante, acrescenta um toque de realismo em um terno branco, e para a grande revelação no segundo refrão, o divo aparece como uma drag queen deslumbrante. Mas o ponto mais atraente do clipe é sem duvida alguma, o olhar de Sylvester. Ele pode não estar completamente à vontade noclipe, mas compensa ao olhar diretamente através da câmera, como se estivesse desafiando o espectador a questionar sua legitimidade.

11. David Bowie: “Life on Mars?” (1973)

David Bowie pode ter inventado a linguagem visual de vídeos de música dos anos 70. Apesar de ser muito mais um artista de palco, os clipes que ele fez eram muito simples (até 1980 quando o clássico de David Mallet “Ashes to Ashes” inaugurou a década de 80 com estilo.)

No entanto, mesmo a simplicidade de Bowie encantava. “Life On Mars?” não foge a regra. Não há nada para ver aqui, a não ser Bowie como ele mesmo, o camaleão do rock irredutível.  Mas sua expressão e linguagem corporal são tão ricos como qualquer épico do cinema: olhos sombreados de azul, o penteado que desafia a gravidade, a onda perfeita de seus lábios. O visual perfeito que chocou na época que foi lançado. Em algumas cenas, o seu tom de pele é tão apagado que parece se fundir com o fundo branco. Apesar do imaginário enigmático da canção, não há dúvidas sobre a mensagem do vídeo: Aqui está um homem que entende o poder do espetáculo.

10. The Residents: “Third Reich & Roll” (1976)

Este estranho coletivo de San Francisco realizou uma das experiências mais estranhas da história do audiovisual. O video para “Third Reich & Roll” surgiu das sobras de um longa chamado Vileness Fats. O resultado é um clipe extremamente experimental e muito bizarro, que reimagina a história do rock sob a visão de Joseph Goebbels, o infame articulador da propaganda nazista.

09. Hall & Oates: “She’s Gone” (1973)

Este clipe para promover a canção “She´s Gone” nunca foi ao ar mas em algum momento caiu no Youtube ( e não se sabe como). Nele, a dupla aparece em um palco sentados enquanto a namorada de Hall da época, Sara Allen (a garota da faixa “Sara Smile”) e um homem de terno bizarro passeiam pela tela. O clipe é ruim demais mas ele tira sarro da própria estética do videoclipe da época, quando so artistas simplesmente sincronizavam os lábios e fingiam tocar seus instrumentos. 12 anos depois, o Dire Straits criticava a MTV justamente pela falta de originalidade nos videoclipes da época.

08. George Harrison: “This Song” (1976)

Em 8 de setembro de 1976, George Harrison foi considerado culpado por “subconscientemente plagiar” a melodia de Chiffons da faixa “He’s So Fine” em seu mega-hit “My Sweet Lord”, o que lhe custou meio milhão de dólares. Harrison, revoltado com a situação, expressou seus sentimentos da maneira mais insolente possível.

“This Song” é a resposta satírica a essa situação. O vídeo gira em torno de um tribunal lotado em um show falso, com um juiz/baterista, um oficial de justiça/baixista, um estenógrafo/pianista, e Ronnie Wood como jurado. Harrison perdeu o processo, mas pelo menos ele teve a última palavra: “This Song” estreou em um episódio de “Saturday Night Live”, na qual ele foi o convidado musical.

07. XTC: “Making Plans for Nigel” (1979)

Um jovem produtor australiano chamado Russell Mulcahy foi convidado para filmar alguns clipes para preencher a programação de um programa de TV do pais. A partir daí Mulcahy passou a ser um dos maiores e mais importantes diretores de videoclipes do mundo, sendo o responsável pelo primeiro vídeo exibido na MTV, juntamente com clássicos dos anos 80 comoRio e Hungry Like the Wolf do Duran Duran, “Bette Davis Eyes” da Kim Carnes, “True” do do Spandau Ballet e “total Eclipse of the Heart” da Bonnie Tyler.

Neste clipe de 1979, para promover o primeiro single de de sucesso do XTC, Mulcahy traçou os contornos do estilo visual do vídeo pop para a primeira metade dos anos 80: movimento da câmera ininterruptos, ângulos inclinados, zooms, atuações exageradas etc. Narrativamente, Mulcahy constrói uma clipe inspirado no Laranja Mecânica sobre a inevitável transformação de um jovem para uma vida adulta entediante. “Making Plans For Nigel” é inteligente e incrivelmente hiperativo. Um trabalho de Mulcahy que influenciou metade dos clipes musicais da época.

06. Michael Jackson: “Rock With You” (1979)

O vídeo de “Rock With You”, filmado pelo veterano produtor de TV Bruce Gowers com um orçamento de US $3000, transforma Jackson em um alien solitário na terra. Macacões de poliéster, penteado afro e os quatro irmãos em torno dele deu lugar a uma nova imagem: Jackson dança com aparente abandono em um terno brilhante com lantejoulas prateadas. Estes movimentos estavam entre os primeiros vislumbres das performances surpreendentes que Michael iria criar através de seu trabalho visual subseqüente. Oito anos antes que dele fazer um vídeo implorando à imprensa para “Leave Me Alone”, aqui está ele, dançando sozinho, sem ninguém observando.

05. Kraftwerk: “The Robots” (1978)

O estilo icônico apresentado no vídeo espelha o design da capa do lendário Karl Klefisch, com camisas vermelhas da banda e gravatas pretas abraçando o construtivismo soviético, que celebrou o trabalhador em meio a rápida industrialização. Embora Kraftwerk movesse firmemente na era da informação com o seu próximo lançamento, a turma de homens-robô que nasceu do fascínio do quarteto pela Leste Europeu recém-industrializado, criaria uma imagem que definiu o grupo como conhecemos hoje.

04. Elvis Costello: “Accidents Will Happen” (1979)

Já falamos dessa obra esquecida aqui, “Accidents Will Happen” pertence obviamente a categoria dos clipes animados que definiram uma era como “Take on Me” de Steve Barron, “Money for Nothing” e “Sledgehammer” de Stephen R. Johnson, “Fell in Love With a Girl” do Michel Gondry, e “Feel Good Inc.” do Gorillaz e Jamie Hewlett. Pela primeira vez, um vídeo de música não só fez uma declaração artística que nação só complementou como está além da sua música, mas inventou seu próprio estilo visual graças ao trabalho competente de Annabel Jankel e Rocky Morton doCucumber Studios.

03. Kate Bush: “Wuthering Heights” (1979)

O vídeo dirigido por Keith MacMillan representa o que fez de Bush uma sensação na Inglaterra no final dos aos 70 e 80. Tendo estudado com o ator e mímico Lindsay Kemp (que também trabalhou com David Bowie), sua formação se reflete na coreografia incrivelmente expressiva do vídeo, uma combinação de ballet, mímica e teatro. MacMillan utiliza efeitos visuais para multiplicar ou enfatizar seus movimentos. Seus movimentos fluidos e expressões faciais são tão exageradas como seu desempenho vocal. Bush, iria passar a fazer vários vídeos interessantes, mas “Wuthering Heights” continua a ser sua marca registrada, a grandiosa inauguração de um talento musical inigualável.

02. Devo: “The Truth About De-Evolution” (1976)

 “In the Beginning Was the End: The Truth About De-Evolution”  era uma das introduções mais convincentes que uma banda já fez. A estreia do Devo, maravilhosa banda new wave de Ohio, EUA, ganhou um clipe – que na verdade era um curta – dirigido por Statler ganhou o prêmio máximo no Ann Arbor Film Festival de 1977. Mas o maior prêmio que o Devo poderia ter ganho foi a admiração de Brian Eno, que iria produzir seu primeiro LP no ano seguinte. O resto é história.

01. Queen: “Bohemian Rhapsody” (1975)

O clipe serviu como ferramenta promocional e também uma extensão de uma estética visual. A história por trás dela se transformaria em um novo negócio na música: Queen teve que lutar com a EMI para lançar “Rhapsody” como single. A gravadora temia que uma faixa com mais de 6 minutos de duração e sem refrão fracassasse nas paradas. Mas quando alcançou sucesso imediato, a banda rapidamente percebeu que tinha que descobrir uma maneira de apresenta-la no “Top of the Pops”. Como a banda estava em turnê e não poderia aparecer ao vivo no programa, eis que eles contrataram o produtor Bruce Gowers para criar um video que poderia ao ar, substituído a promoção da faixa ao vivo. Mas o risco era grande, pois com um orçamento altíssimo para ops adores da época, a peça visual teria que ser impactante o suficiente para cobrir não só os gastos da produção como também  para impulsionar ainda mais as vendas do single, que já havia alcançado o topo das paradas. 

O risco valeu a pena. A canção continuou a dominar as paradas do Reino Unido por meses. E, pela primeira vez, um vídeo definiu a identidade de uma canção. O clipe criou a imagem mais icônica da banda até hoje: o rosto dos quatro membros dispostos em frente a câmera, retirada do segundo disco – cantando a Capella. Para uma audiência acostumada com meras produções ao vivo, o efeito de uma capa de álbum que vem à vida e cantando deve ter sido emocionante, completamos com o incrível efeito caleidoscópio criado pela realização de um prisma em frente da lente. 

Quando “Rhapsody” ressurgiu em uma cena de abertura do Wayne´s World no início de 1992, o vídeo ganhou uma segunda vida. Para atender a sua popularidade inesperada, o Queen re-lançou o single com um novo vídeo adaptado para os novos tempos. E o vídeo foi visto pela primeira vez por uma geração de novos fãs, contextualizada como a própria génese da rede.

 

João Paulo Porto
João Paulo Porto

Fundador do 1001 Videoclips e louco por The Smiths

  • Ricardo Ribeiro

    Muito interessante esta lista.

    Aqui vai uma menção honrosa a algumas canções lançadas nessa década que possuem videoclipe (tomei como base mais a data da cançao, que é mais facil de verificar).

    jhon lennon – imagine

    elton john – crocodile rock

    the carpenters – please mr postman

    fleetwood mac – tusk

    the pretenders – brass in pocket

    gary numan – cars

    sparks – the number one song in heaven

    the undertones – teenage kicks

    Siouxsie And The Banshees – Hong Kong Garden

    joy division

    electric light orchestra – mr blue sky

    ac/dc – IT’S A LONG WAY TO THE TOP (IF YOU WANNA ROCK ‘N’ ROLL)