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Os mais espetaculares videoclipes em stop-motion dos últimos tempos

Listas | 17 set 14 - por João Paulo Porto
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Parece loucura uma técnica tão arcaica como o stop-motion ainda deter tanto poder num filme. É um daqueles métodos batidos que todo mundo já conhece, e ainda assim, ser tão encantador. Ao contrário de outros estilos de animação, em que a perfeição é fundamental, um dos prazeres de assistir a um filme stop-motion é imaginar o processo meticuloso da produção em cada segundo de imagem.

É um estilo que pode igualmente incorporar a tristeza e o horror de A Nightmare Before Christmas ou um filme dos Quay Brothers como também o sentimentalismo singular de Wallace & Gromit ou Gumby. Mas por causa da imensa quantidade de tempo e trabalho necessários para fazer uma animação em stop-motion longa, eles não são tão comuns como outros tipos de filmes de animação.

Felizmente, há um formato pequeno e formidável no qual narrativa, limite de tempo, e as outras características de um filme simplesmente não se aplicam,  que é o clipe musical. Não é tão fácil como filmar uma banda tocando em diferentes locais, mas com esforço e criatividade, é possivel render um verdadeiro e impressionante videoclipe em stop-motion (“Sledgehammer” do Peter Gabriel é um exemplo clássico).

Selecionamos alguns dos melhores exemplos de videoclipes criados nas duas últimas décadas, que utilizaram esta técnica.

White Stripes – “Fell In Love With A Girl” (2002)

Em seu estilo típico, Michel Gondry, na verdade, construiu cada frame desse vídeo usando peças de LEGO. Talvez você não se lembre, mas foi este clipe que fez o The White Stripes famoso, e antes que o vídeo estreou, Jack White tentou fazer um acordo com LEGO para embalar o registro com caixas de tijolos onde os fãs poderiam usar para construir pequenos Jacks e Megs. LEGO ridicularizou a proposta, mas depois que o vídeo estourou, eles vieram rastejando de volta e implorando: “Vamos fazer isso!” – claro que Jack White respondeu: “Claro que não”.

We Have Band – “You Came Out” (2009)

A  animação da boca da vocalista Dede Wegg-Prosser se mexendo lembra um pouco South Park. A equipe de produção de “You Came Out” gravou o clipe ao longo de dois dias, utilizando 4.816 imagens estáticas. Não acredita? Você pode ver cada frame único nesta página do Flickr.

Of Montreal – “An Eluardian Instance” (2009)

Um grande coisa sobre stop motion é que você pode tirar uma sequência aparentemente normal de fotos e adicionar um pouco de “espanto” nas animações. Neste caso, um piquenique perfeitamente normal se transforma em uma viagem muito boa ou muito ruim, dependendo da sua vibe.

Grizzly Bear – “Ready, Able” (2009)

Aqui está um exemplo de um mundo inteiro criado usando animação em stop-motion. Allison Schulnik traduziu seu estilo artístico do cinema para este vídeo, acrescentando um abominável boneco-de-neve interagindo com um punhado de cabeças decepadas. Ore para  você nunca acabar nesta selva infernal.

Oren Lavie – “Her Morning Elegance” (2010)

Oren Lavie está deitada na cama meio adormecida e aí ela começa a imaginar fazendo poses corporais contra uma tela 2D  – que no caso é a sua cama –  como fingir estar andando ou flutuando ao redor da tela com uma variedade de cenários faz parte da brincadeira. OK, talvez  seja loucura, mas pelo menos Lavie, que dirigiu este vídeo, pode compartilhar um pouco da sua loucura surreal de forma criativa e bacana. O vídeo levou um mês de storyboards seguido por dois dias de filmagem.

Steriogram – “Walkie Talkie Man” (2004)

Peter Sluszka, responsável por este vídeo, cita Ray Harryhausen como uma grande influência em seu estilo. Harryhausen foi um dos pioneiros neste tipo de cinema, e comandou o desenvolvimento de uma técnica chamada “Dynamation”, mais tarde conhecida como “Dynarama” que consiste em envolver a fusão de atores reais com animações. Lembre-se que a cena icônica do velho filme Sinbad onde ele está lutando contra um esqueleto veio da caixola de Harryhausen.

Stephen Malkmus e os Jicks – “Baby C’mon” (2005)

Este é um daqueles vídeos em stop-motion, onde você pode realmente perceber o quão trabalhoso foi criar tudo aquilo. Apesar de certos momentos parecerem bastante simples – como caminhar na rua ou rabiscar uma imagem – imagine por exemplo: como foi difícil sincronizar o stop-motion de fotografias de uma boca cantando com a voz real da música?

Fleet Foxes – “Mykonos” (2009)

E, finalmente, este é aquele clipe que é um pouco difícil saber qual o tipo de animação nos primeiros segundos. Claramente, é possível ver o cuidado que muitos quadros que fluem quase que perfeitamente. Dirigido por Sean Pecknold, o irmão do cantor Robin Pecknold, o videoclipe segue as aventuras de um par de pés triangulares atravessando um universo bidimensional feito inteiramente de papel.

Estas são as nossas escolhas para os melhores videoclipes em stop-motion. Gostou? Tem sua própria lista para acrescentar? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!

 

João Paulo Porto
João Paulo Porto

Fundador do 1001 Videoclips e louco por The Smiths