Os 10 melhores videoclipes internacionais de 2017

Listas, Melhores Do Ano | 30 dez 17 - por João Paulo Porto

Hoje em dia, todo vídeo do Kendrick Lamar é um evento. Seus clipes são chamativos, pungentes, bonitos, cheios de críticas, nervosos, enérgicos e engraçados. O cara dominou as listas de melhores deste ano de praticamente todos os sites especializados em música do mundo – e , devo salientar, foram todas merecidas. Na minha opinião, apenas um clipe conseguir roubar a cena definitiva, que foi o fabulosos deslumbre visual de “The Gate”, da Bjork. Veja o melhor dos vídeos deste ano abaixo.

10. Dua Lipa: “New Rules” (Diretor: Henry Scholfield)

O poder feminino é deliciosamente esculpido em uma letra que clama apoio e amizade feminina em relação aos conflitos românticos! O clipe cuidadosamente coreografado usa dançarinas para dar voz ao poder das mulheres unidas. Dua Lipa estoura e se torna uma das nossas queridinhas do pop atual.

9. Charli XCX: “Boys” (Diretores: Charli XCX e Sarah McColgan)

A celebração dos homens é um pouco difícil de ser vendida em 2017, mas Charli XCX e sua equipe de colaboradoras fazem isso invertendo o olhar masculino e desafiando as noções de masculinidade.

8. Alt-J – “In Cold Blood” (Diretor: Caspar Balsley)

Um clipe que parece ser narrado por Iggy Pop sobre um rato curioso provavelmente valeria a pena ser visto, mesmo que não terminasse após um tiroteio. Sim, o final vai te surpreender. Não quero estragar.

 

7. Moses Sumney – “Lonely World” (Diretor: Allie Avital)

Um homem solitário que conheceu uma mulher que estava sozinha e (apareceu) morrendo. Ele a resgatou. Ele abre a boca e lhe dá uma voz. ele cuidou até que ela estivesse bem o suficiente para a trazer de volta à vida. Ela responde. Ela está sentindo isso. Ela está se comunicando com seu corpo. Ela tem vida. Ela está completamente envolvida com ele. Eles são um, ou assim parece. Até que a batalha dos desejos começa. Ela começa a lutar com ele pelo controle. O sentimento da possessão é poderoso e pode destruir vínculos. Um belo clipe para uma bela música.

6. Grimes: “Venus Fly” [ft. Janelle Monáe] (Diretora: Claire Boucher)

Esse, talvez tenha sido o clipe mais caro e mais elaborado da Grimes: uma viagem a uma dimensão alternativa onde humanóides gigantes brincam com bolhas feitas do que a cantora imagina ser o “efeito de christofilos”. Aqui falta aquela grandiosidade crua de produções anteriores, mas ainda assim, surpreende pela gama de visuais complexos e eletrizantes e um clima interestelar de encher os olhos. Mais uma vez, tudo foi construído pela mente criativa de Grimes em parceria com o Tidal.

5. St. Vincent – ‘Los Ageless’ (Director: Willo Perron)

O álbum MASSEDUCTION, de St. Vincent, explora o amor e o coração partido sob um brilho superficial. Nada melhor que o clipe distópico de ‘Los  Ageless’, um choque sintético e pontudo no sistema para ilustrar o que foi batizado pelo intelectual Zygmunt Bauman de amor liquido. Com um grande orçamento apoiado pela Red Bull, esta é a mais nítida percepção da visão verdadeiramente única de Annie Clark.

4. Kendrick Lamar: “DNA.” (Diretores: Nabil and the little homies)

Fazendo o papel de um policial muito ruim, Don Cheadle interroga Kendrick Lamar algemado neste clipe surreal, tentando mexer com a cabeça do rapper. “Você sabe o que o DNA significa?” Um dos grandes atores do nosso tempo dialogando com o maior rapper do nosso tempo é espetacular o suficiente para tornar o vídeo memorável.

3. JAY-Z: “The Story of O.J.” (Diretores: Mark Romanek e JAY-Z)

A paródia ainda é uma arma dos racistas. Durante séculos, blackfaces e cartoons como Little Black Sambo foram usados para caricaturar, zombar ou diminuir. a negritude Por isso, é importante ver JAY-Z recuperar esses retratos neste vídeo animado, ilustrando seus temas como o comércio de escravos, oferecendo outro lembrete de que não há como escapar do estigma da negritude.

2. Kendrick Lamar: “HUMBLE.” (Diretores: Dave Meyers and the little homies)

Repleto de imagens religiosas, Kendrick se arrisca descaradamente em vestes papais, encena “A Última Ceia” e queima cabeças encapadas como arbustos. Isso não é tudo: há também uma homenagem a um comercial de mostarda e uma crítica à perfeição do Photoshop. O rapper é fascinante durante todo o clipe.

1. Björk: “The Gate” (Diretor: Andrew Thomas Huang)

Por mais de duas décadas, Björk redefiniu os limites do videoclipe, criando um arco contínuo de visões de . O clipe principal de seu álbum Vulnicura, de 2015, era uma ferida no peito, e aqui, aquele buraco cura e se transforma em uma passagem. Nas mãos habilidosas de Björk e do freqüente colaborador Andrew Thomas Huang, esse portal leva a um futuro psicodélico em que a cantora de vanguarda, em um elaborado vestido de estilista, troca confidências não ditas com dançarinos digitais fragmentados. É o tipo de trabalho meticuloso e ambicioso que você esperaria em um mundo inatingivelmente perfeito, cada detalhe cheio de amor. Melhor clipe do ano.

João Paulo Porto

Criador do site 1001 Videoclips e apaixonado por The Smiths.