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Para Ver Antes de Morrer: #121. Michael Jackson | Leave Me Alone

Para Ver Antes De Morrer | 28 jan 12 - por João Paulo Porto
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Michael Jackson deve ter sofrido todas as pressões possíveis ao voltar aos estúdios com a árdua missão de superar o disco mais vendido de todos os tempos – Thriller.

Com a produção de Quincy Jones e apostando em uma sonoridade completamente distante do trabalho anterior, Bad se tornou um grande sucesso e elevou a carreira do artista a estratosferas inimagináveis. Infelizmente a partir daí, Jackson começava a ser visto não mais como o “rei do pop” e sim como uma celebridade extravagante.

“Leave Me Alone” mostra o inicio da paranóia por trás da fachada dessa megaestrela, assim como um pedido ao mundo para o deixar em paz, pedido este que seria ouvido muitas vezes durante toda sua carreira. O fato de aparecer “branco” na capa do disco foi o inicio de toda a avalanche de esquisitices apontadas para MJ que os tablóides faziam questão de explorar ao máximo, como se fossem um parque de diversões.

O videoclipe de “Leave” é um desabafo comovente de alguém que estava apenas tentando ser diferente (em todos os aspectos). Mesmo que muitas das acusações sejam falsas, a mídia se divertia em construir a imagem de “alienígena” que MJ odiava.

Dirigido por Jim Blashfield e ganhador do Grammy de melhor videoclipe em 1990, o vídeo retrata a carreira bem sucedida de Michael fazendo alusão a um parque de diversões. Durante o vídeo, manchetes de jornais espalham boatos que ele teria comprado os ossos do Homem Elefante e que ele dormiria em uma câmera hiperbárica para retardar o envelhecimento entre outros. A letra da música traz fortes críticas ao modo como os tablóides expõem sua vida e seu poder de influência e pede que os mesmos o deixe em paz.  No final, Michael destrói o parque construído em torno de si.

Gondry, certa vez falou que este era um dos seus videoclipes favoritos e não é difícil adivinhar o porquê. Repleto de imagens e animações criativas que explodem de diversão, o vídeo é muito interessante por misturar animação e caracterização humana e animal de uma forma muito criativa que mesmo passados mais de 20 anos, continua parecendo tecnicamente perfeita. O resultado – deliciosamente surreal –  ainda impressiona e mostra o inicio da perturbada vida de um dos artistas mais controversos de todos os tempos e mais amados também.

Diretor: Jim Blashfield | Ano: 1987

 

João Paulo Porto
João Paulo Porto

Fundador do 1001 Videoclips e louco por The Smiths