Anúncio com Código

Hilary Duff – Sparks: O exagero da propaganda e a posição dos fãs na produção de um clipe

Desconstruindo Videoclipes, Videoclipes | 23 jun 15 - por João Paulo Porto
Hilary-Duff

Por Emmanuel Guimarães do blog 

Se fosse possível definir a primeira versão do clipe de “Sparks” – lançada há 1 mês – da cantora Hilary Duff , as partes onde a artista é entrevistada ou faz propaganda do Tinder, seria uma programa do SBT, já as partes onde ela performa a música seriam as propagandas da Jequiti.

hilary-duff-video-7

Primeiro que não dá pra sentir a música com tantos diálogos quebrados pois, as pessoas querem saber o que é dito e a curiosidade sobre alguém estar no Tinder aumenta quando ela é famosa. O clipe parece atrair mais para o produto que tá sendo vendido, do que para o produto que se originalmente se propõe e vender: a música. É um pouco frustrante quando a canção é cortada pra uma entrevista ou diálogo. Você tá lá, empolgado, cantando e, de repente, alguém começa a falar alguma coisa.

A artista acaba dando uma de chata – sim pois, as críticas não são muito direcionadas à gravadora – como se fosse um apresentador de programa de rádio que corta a música no meio. Além disso, visualmente, o corte de cenas das duas realidades: a artista, digamos, agindo normal, e a cenas onde ela performatiza o single usando todas as encenações e coreografias em um ambiente colorido, parecem não casar muito bem.

Para solucionar este problema, há uma semana foi lançada uma versão “fan demanded”, onde a segunda realidade, foi priorizada. Os elogios dos fãs são percebidos nos comentários do YouTube. Agora sim, Hilary. Temos um clipe que veste muito bem a música que, por sua vez, tem grande potencial. Assovio é um ótimo recurso de catching auditivo e as pessoas assimilam por osmose: quando menos percebem estão cantarolando.

João Paulo Porto
João Paulo Porto

Fundador do 1001 Videoclips e louco por The Smiths