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Grandes Diretores de Videoclips | Chris Cunningham

Diretores | 25 set 13 - por Thiago Murta Ferreira
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Um especialista dos efeitos especiais para a nova linguagem audiovisual que estava surgindo no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Chris Cunningham é um diretor britânico com um talento extraordinário em exportar formas… “não comuns” em suas obras musicais.

cc-2Como diretor, o foco quase sempre foi voltado para os gêneros da fantasia, do Sci- Fi e também do terror. São obras sensacionais nas formas artísticas onde o diretor cumpre o papel de verdadeiro perito, em impressionar nas situações onde tudo parece ser inofensivo no início, mas acaba revelando um fim que te deixa de queixo caído.

Largou a faculdade de Artes em 1987. A sua passagem no audiovisual começou com séries de TV e filmes pequenos, esculpindo monstros e partes animatrônicas de corpos no estúdio da Pinewood na Inglaterra. Enviando portfólios, foi quando conseguiu uma vaga de assistente de construção de protótipos e articulação para o filme Alien 3 de 1992 e posteriormente, técnico de “make- up” e efeitos práticos no filme O Juiz de 1995, utilizando um codinome “Chris Halls”, isso ainda com seus 24 anos de idade. Foi apresentado para o diretor Stanley Kubrick, por onde ele supervisionou por um ano e meio, os protótipos e os modelos robóticos que surgiria no filme “A.I. Inteligência Artificial” de 2001, dirigido por fim, nas mãos do diretor Steven Spielberg.

A estrutura de modelagem anatômica e a base em construção robótica foram cruciais para estimular a sua vertente cinematográfica que seria demostrado em 1996 com o seu primeiro trabalho como diretor, no videoclipe “Second Bad Vibel” para o grupo Autechre (que ele é fã), dando umas características abstratas bastante diferentes no cenário underground. Aqui.hsdiuhwd

A estética dos videoclipes desse diretor britânico são técnicas que foram aprimoradas em cenas de obsessões anatômicas, síndromes de sonhos e locais claustrofóbicos. Nesse período chegou a fazer inúmeros trabalhos de videoclipes para os grupos e bandas voltadas para o gênero eletrônico e rock alternativo, como por exemplo, Placebo por “36 Degrees” e Life’s Addiction por “Jesus Coming In For The Kill”.

Sendo admirado por sons que estipulam o experimental, mal sabia em 1997 que “Come To Daddy” de seu companheiro Aphex Twin seria o marco dos videoclipes e o que mais repercutiu por admiradores de todos os seguimentos musicais. Serviu como o carro chefe para um novo e revigorado estilo da música eletrônica. .

Precisou-se no ano seguinte, um convite para se afirmar como um dos grandes diretores do mercado. Fazendo um belíssimo videoclipe para a cantora Madonna por “Frozen” que ganhou  o “Melhor Em Efeito Visuais” em 1998 no MTV Video Music Awards. Na trajetória uma celebre cantora Björk, não perdeu tempo, e nesse videoclipe de “All Is Full Of Love”, o cara foi além, fazendo uma obra prima que foge do padrão do convencional e inova com seus ciborgues estimulados em sincronia para essa música. [LINK2].chris cunnigam project

As imagens são atribuídas com fotografias frias, soturnas, momentos efêmeros e cenas de ação bastante frenéticas e contraditória. São verdadeiras obras da pura criatividade que está fora da razão desse gênio diretor.

Desta forma, as linguagens construídas nesses trabalhos são únicas, nos convidando a desafiar o nosso próprio limite da percepção e embarcando no imaginário dos sons e vídeos, até encontrar a concepção tolerável no audiovisual. Os grupos Squarepusher “Come On My Selector” e Portishead “Only You” são os motivos sugestivos onde podemos obter sinais de todas as situações de cenas, sons impactantes dos personagens ou nos elementos dos cenários em volta.

Em 2005 o diretor terminou uma curta metragem chamada “Rubber Johnny” pela produtora Warp Films que eu realmente acho excelente. Porém, eu não aconselho ver este vídeo, se você tenha alguma síndrome de deformações ou medo de aparições bizarras em cenas noturnas. Uma curiosidade: o personagem na cadeira de rodas é o próprio diretor atuando nas cenas. O som foi feito pelo Aphex Twin. [LINK3]johny rubby

Por último, as criações geniais e bizarras, desde “Windowlicker” (1999) – novamente a parceria com Aphex Twin – passando por “Sheena Is a Parasite” da banda The Horrors de 2006, com a participação de Samantha Norton. Durante um hiato, Cunningham se dedicou a campanhas publicitárias para a Sony Playstation, BMW, Nissan, Orange e Gucci.

2057447796_a1ef67e62e_oO diretor tem uma carreira experimental na música fazendo aparições e divulgando os novos projetos, como “The Girl” e o recente “Jaqapparatus” de 2012, em exposições de grandes galerias e museus de arte contemporânea na Europa.

Thiago Murta Ferreira

Cursando em Turismo na (UNICID – SP), a sua disciplina que mais se dedica é área de Artes e Museologia. Na qual, pretende entrar na carreira de Design em breve. Desde criança assistia e anotava os seus videoclipes interessantes em um caderno. Um bom pretexto que se dedica no site é sobre videoclipes artísticos, do Rock ao Eletro underground dos anos 90 e até os dias de hoje. Sempre procurando as curiosidades relevantes das produções audiovisuais.