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Top 5: Cinco clipes para conhecer Damon Albarn

Listas | 19 maio 15 - por João Paulo Porto
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Primeiro veio o Blur, uma das bandas do Britpop mais originais surgidas na Inglaterra dos anos 90; depois surgiu com o projeto Gorillaz, uma ideia genial de juntar desenho animado e música da melhor qualidade que resultou num dos grupos musicais de maior sucesso dos últimos anos e ainda sobrou tempo pra se reunir com antigos integrantes do ,  e Afrobeat e criar a mais brilhante trilha sonora da vida londrina com sua outra nova banda – The Good, The Bad & The Queen.

Estamos falando do , o mentor de todas essas bandas e um dos maiores gênios da música dos últimos tempos. É verdade que na história do rock, ele e sua banda figuram como vices na disputa entre o  pelo primeiro posto em influência e popularidade.

Contudo, Albarn conduziu sua carreira de forma surpreendente e muito bem sucedida, diga-se de passagem, ao apostar em  projetos inusitados que seu nome continuou a soar interessante mesmo tanto tempo após o termino do Blur.

O top 5 dessa semana elege 5 clipes para conhecer a obra de Damon Albarn. Desde o Blur, passando pelo Gorillaz, The Good, The Bad and the Queen e sua fabulosa experiência com a música africana. Confira:

Blur

“Nós fizemos isso em uma tarde e não achamos nada de especial. Somos capazes de cômpor canções pop de 2 minutos com a maior facilidade”. Foi assim que Damon Albarn despresou “song 2”, o maior sucesso do Blur.

Em 1989, Albarn junta-se a amigos da faculdade e formam o grupo Seymour, mudando mais tarde para , com o Blur eles alcançam o estrelato na Inglaterra com o álbum Parklife (1994), um desfile de preciosidades, que retratavam os costumes do povo londrino, a obra prima do quarteto só não alcançou sucesso planetário porque seus temas ainda giravam em torno dos costumes ingleses. Porém em 1997 veio o estouro mundial com o álbum homônimo e o grande hit de dois minutos Song 2.

A canção foi um marco na carreira do grupo, tornando-os conhecidos no mundo todo e definindo o novo som do grupo. A mudança veio devido ao crescente declínio que o Britpop (estilo musical mais popular e influente da Inglaterra no anos 90 por causa de bandas como Oasis, Suede e o Blur) estava sofrendo. Agora com guitarras mais barulhentas, com influências do Pavement, Sonic Youth e Dinossaur jr. o Blur já podia se sentir renovado.

Entretanto os tempos eram outros e após o lançamento do sexto álbum de estúdio “13” a banda não conseguiu manter o sucesso de antes, assim como outras bandas do britpop como Oasis, The Verve e .

Entretanto, Damon Albarn não parou por ai. Em 2012, sai Think Tank, álbum de inéditas morno e esquecível em sua discografia. E para surpresa de todos, o Blur lançou em Abril deste ano o excelente The Magic Whip, disco de inéditas, resultado de uma viagem da banda à Hong Kong.

Para representar a banda, escolhemos o clipe fofo de Coffee & TV, um dos preferidos dos fãs e que faz parte dos 1001 Videoclipes Para Ver Antes de Morrer.


Gorillaz

Em 2001, após o fim não oficial da banda, Damon decide trabalhar em um projeto paralelo, chamou alguns músicos e o cartunista , criador da HQ Tank Girl e criou o grupo Gorillaz. Um sucesso mundial. a banda que misturava batidas hip-hop e rock fez tanto sucesso que depois ninguém lembrava mais que o seu mentor era vocalista do Blur, isso devido ao fato de que o grupo era formado por personagens virtuais – uma novidade – “avatares” que representavam os quatro integrantes oficiais:  ( e Tom Tom Club), o DJ canadense Kid Koalae o veterano cantor cubano Ibrahim Ferrer. com músicas como “Clint Eastwood”, “Feel Good Inc.” e “Dare” eles alcançaram as paradas de sucesso e foram trilha de muitas baladas.

Em 2010 o Gorillaz lançou mais um álbum de inéditas, intitulado Plastic Beach. Desta vez, com participação de músicos como Lou Reed, Paul Simonon e Mick Jones (também do Clash) entre outros. Vale a pena dar um ouvida, o disco é bom do inicio ao fim e foi um dos destaques de 2010.

Para representar o Gorillaz, “Feel Good Inc.”, um das faixas mais tocadas de 2005 e o grande hit de Damon Days, o segundo álbum de estúdio do grupo virtual.


The Good, The Bad & The Queen

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Em 2007, chega as lojas The Good, The Bad & The Queen, “uma misteriosa obra sobre Londres” – assim definiu Albarn, um disco genial com produção sofisticada, criando um carrossel de melancolia, cujo resultado final deixa o ouvinte com vontade de ouvir mais.

A novidade agora é um passeio pela música africana, o pop inglês ( pode-se perceber influencias do álbum Parklife), o jazz e o hip hop americano – alias, este estilo musical está sempre presente nos últimos projetos do vocalista.

“Kingdom Of Doom” é o clipe escolhido. Simples mas cativante.

Carreira Solo

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Com toda a certeza eu posso afirmar sem medo que Damon é um dos maiores gênios da música dos últimos 20 anos. Ele compôs vários sucessos que marcaram uma geração, influencia muitos grupos ingleses e de todo o mundo, liderou aquela banda que para muitos foi a principal percussora do movimento Britpop, o Blur. Porém, o músico nunca havia gravado um álbum solo para chamar só de seu.  Tudo mudou em 2014, quando ele decide liberar o excelente Everyday Robots.

Descrito por Albarn como sua “gravação mais pessoal“, o álbum foi co-produzido por Richard Russell e lançado em 25 de abril de 2014. Com contribuições de músico convidados como o lendário produtor Brian Eno – responsável pela lapidação sonoro do  pós-Viva La Vida – a cantora Natasha Khan e o Leytonstone City Mission Choir,  o álbum recebeu críticas positivas dos críticos e estreou no número dois no UK Albums Chart. No mesmo ano ele seria nomeado para o elogiado prémio Mercury 2014 por Melhor Álbum.

O álbum produziu cinco singles, a faixa homônima, “Lonely Press Play”, “Hollow Ponds”, “Mr Tembo” e “Heavy Seas of Love”. Dentre eles, escolhemos o clipe animado de “Everyday Robots”, dirigido pelo artista Aitor Throup.  Nele, o diretor constrói uma desconstrução e reconstrução digital da cabeça de Albarn.

Produtor de música africana

Criativo, Albarn não se prendeu apenas ao seu grupo e buscou sonoridades diferentes com outros projetos, como a descoberta da música de Mali.

Foi em 200o, durante uma viagem que fez para apoiar a Oxfam, que o cantor se encantou com a música de Mali. Viajou até o país para produzir a coletânea Mali Music, registro de canções com artistas locais. Ele também visitou a Nigéria para gravar músicas com o baterista africano Tony Allen. Toda essa influencia inspirou o músico a compor as musicas do projeto The Good The Bad And The Queen.

Colaborando com os produtores Dan the Automator, XL Recordings, Richard Russell & Rodaidh McDonald, Jneiro Jarel, DJ Darren Cunningham, Marc Antoine, Alwest, Remi Kabaka Jr., Totally Enormous Extinct Dinosaurs e Kwes, Damon Albarn foi até Kinshasa para gravar um álbum beneficente chamado Kinshasa One Two (ouça abaixo pelo player do Spotify). Junto com Nick Zinner, Brian Eno e alguns membros de , Django Django, Lil Silva e Two Inch Punch, Albarn criou em 2013 o projeto Africa Express, com o propósito de elucidar os trabalhos dos africanos sob sua afinada produção. O primeiro registro em CD – Maison Des Jeunes – saiu em 2013 e recebeu críticas positivas. Escolhemos o clipe de “Soubour” que apesar de não ter sido produzido diretamente pelo músico, exemplifica bem a atmosfera do projeto.

Bonus:

No entanto, foi em 2008 que Albarn cometeria seu mais famoso trabalho com produtor, ao produzir o disco de estúdio da sensação de Mali (já escrevi um artigo sobre a música de Mali AQUI) Welcome to Mali. O álbum foi um sucesso unanime de crítica e público. “Sabali” possui elementos de música eletrônica e é o single principal de Welcome To Mali.

 

Para Conhecer melhor a obra de Damon Albarn, selecionei alguns álbuns que jugo importantes para entender a genialidade de um dos maiores nomes da música inglesa atual.

 

 

João Paulo Porto
João Paulo Porto

Fundador do 1001 Videoclips e louco por The Smiths