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Para Ver Antes de Morrer: #301. The Cars “Hello Again” (Versão Censurada)

Para Ver Antes De Morrer | 26 ago 16 - por João Paulo Porto
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Quando o o single “Hello Again” saiu,  já era uma sensação pop dos anos 1980. Depois dos sucessos , “Magic” e “Drive”, de seu quinto álbum de estúdio, Heartbeat City, qual foi a melhor maneira de manter a popularidade? recorrer aos serviços de um dos maiores nomes da arte contemporânea – Andy Warhol – para dirigir o satírico e ultrajante clipe de “Hello Again” – a música pop sempre desempenhou um papel significativo na obra de Warhol.

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Andy Warhol, além de co-dirigir, também aparece no clipe “exótico” de “Hello Again” do Cars.

Warhol estrelou e também atuou como co-diretor ao lado de Don Munroe. O artista mais cool da época convidou amigos da época – a estrela de comerciais de cosméticos Dianne Brill, o perfomático e cantor de cabaré da noite nova-iorquina e ícone gay da época, que sempre aparecia em shows com uma cobra, John Sex (1956 – 1990) e uma jovem e ainda desconhecida Gina Gershon. O enredo alfinetava fortemente a sexualidade e a violência nos meios de comunicação. Foram produzidas duas versões: a limpa para ser exibida na MTV e a versão censurada que apresentava nudez e provocações sexuais dignas dos trabalhos cinematográficos de Warhol.

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John Sex e sua inseparável Python incrementavam o elenco exótico

O mais incrível do video é a escolha dos personagens. “Era como qualquer gravação de vídeo musical, mas com um elenco interessante”, lembrou o tecladista Greg Hawkes. “E isso é Andy Warhol.” No livro  The Andy Warhol Ditareis, o artista recorda que nas gravações, que rolaram no Be-Bop Café tinha que ser um bartender e usar um smoking. Os personagens tinham que parecer andróginos e o clipe extremamente satírico.

Andy Warhol fez muitas coisas em sua longa e movimentada carreira: pintor e provocador, promotor e diretor. E também fez vídeos musicais. Na verdade, apenas este. foi um enorme sucesso na MTV e um dos primeiros vídeos de música a usar computação gráfica. Há um pouco da estética do vídeo de ““, que é um pouco sexista. No entanto, neste clipe, há a assinatura de Warhol: muitas festas, muitos corpos, muito sexo (e nudez).

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Aqui o diretor (que também dirigiu o clássico Lonesome Cowboys) tem um senso aguçado de seu tempo, tanto em termos de detalhes comportamentais quanto em termos estéticos, que hoje soa graciosamente antiquado e de muito bom gosto. Um clipe perfeito para uma década berrante.

Por razões óbvias, a versão estendida, sem censura não apareceu na MTV. A versão censurada é, por assim dizer, um pouco mais sexy, e muito mais Warhol. Desde que Warhol morreu em 1987, este vídeo representa uma das suas últimas obras. Ele foi um dos primeiros a adotar a tecnologia digital dos gráficos e já havia utilizado computadores para animar imagens de Marilyn Monroe e criar arte de sua amiga . O resto é história.

Diretor: Andy Warhol e Don Munroe | Ano: 1984

Versão censurada


Versão original

 

 

 

João Paulo Porto
João Paulo Porto

Fundador do 1001 Videoclips e louco por The Smiths