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Dos anos 60 até os dias atuais: a evolução dos clipes proibidos

Listas | 20 abr 15 - por João Paulo Porto
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Mesmo em 2015, o público ainda anda se choca com nudez, implicações religiosas e declarações políticas no meio artístico. “Blurred Lines” e Wrecking Ball são exemplos que chocaram o povo e se tornaram clipes proibidos.  inspirada nestas peças de provocação social, a equipe do 1001 videoclips viaja no tempo e mostra que desde os anos 60, alguns de nossos vídeos favoritos causaram reações semelhantes quando chegaram ao público. Veja abaixo:

“End Street Dead” –  (1966)

Este videoclipe faz parte da série Para Ver Antes de Morrer

Com duração de cerca de 03:15, o filme representa um dos primeiros verdadeiros “videoclipes”. Dave Davies contou que a BBC não gostou do resultado, alegando que era de mau gosto. Apesar de atualmente, o canal de notícias britânico fazer muito mais sucesso em mostrar o lado macabro, mas realista das tragédias e crises, o motivo pelo qual o clipe ter sido o primeiro banido da história, foi por caracterizar um cadáver falso saltando de um caixão. Quando se tratava de entretenimento na década de 1960, o cenário era outro.

“Girls on Film” – Duran Duran (1981)

Este videoclipe faz parte da série Para Ver Antes de Morrer

Ao contrário do vídeo do Mötley Crüe para , o mais dócil de todos os vídeos de música criados em um clube de strip foi banido pela MTV. A lenda pop oitentista  foi com tudo em seu vídeo de “Girls On Film”, que contou com provocadoras imagens de mulheres nuas em um ringue de luta, tornando a sua proibição um pouco menos surpreendente.

Queen “Body Language” (1982)

Este videoclipe faz parte da série Para Ver Antes de Morrer

Os motivos pelos quais levaram a MTV norte americana a banir o videoclipe do  parecem banais hoje em dia, mas na época de seu lançamento, causaram reboliço na sociedade e não deu outra: foi cortado da programação. “Body Language” é considerado o primeiro videoclipe vetado por uma emissora.

“This Note´s For You” – Neil Young (1988)

Na história da MTV, a proíbição do satírico videoclipe de Neil Young que criticava artistas que eram patrocinados por grandes marcas como Coca-Cola e Budweiser, se tornou uma gafe do canal. Especialmente porque a rede estava se estabelecendo como o novo e revolucionário meio de divulgação de música do momento. A proibição foi revogada e a canção ganhou o Vídeo do Ano no MTV Music Awards de 89. Mesmo assim Neil Young nunca mais sorriu para a MTV.

“Born Free” – M.I.A. (2010)

Este videoclipe faz parte da série Para Ver Antes de Morrer

Em 2010,  deixou muita gente alucinada com seu polêmico vídeo de “Born Free”, uma declaração corajosa sobre o racismo e o conformismo no século 21 com a sua representação gráfica de um genocídio de ruivos. O vídeo está disponível apenas no Vimeo.

“The Sun” – The Naked and Famous (2011)

Obviamente, nenhuma banda com um nome como The Naked and Famous poderia chegar até em sua carreira sem ter um pouco de diversão com o seu nome. Os roqueiros da Nova Zelândia jogaram o despojado vídeo de “The Sun” (banido do YouTube, agora no Vimeo), dirigido pela equipe Special Problems. um dos fundadores deste estúdio criativo, Joel Kefali, é o homem por trás do mega-hit “Royals”, de sua conterrânea Lorde.

“The Next Day” – David Bowie (2013)

No início de 2013, o YouTube “acidentalmente” proibiu o clipe que contou com  como Jesus rodeado por sacerdotes corruptos, prostitutas flageladas e a atriz Marion Cotillard como uma santa ressuscitada. O YouTube voltou atrás da proibição, pouco tempo depois, dizendo que tinha sido um erro. Ou eles não tinham como justificar a proibição sabendo que há clipes mil vezes mais politicamente incorretos em seu site.

“Pour It Up” – Rihanna (2013)

Proibido pelo YouTube antes de voltar com um aviso de “explícito” carimbado. foi o que aconteceu com o vídeo de  para “Pour It Up” que mostra a nossa “riri” dançando em um pole dance e fazendo Twerking. O vídeo, que apresenta a versão escandalosa foi censurada apenas dez minutos depois (!) de ter sido enviado para o seu canal VEVO em outubro de 2013. “Em dez puta MINUTOS BRO?” Twittou a cantora.

 

João Paulo Porto
João Paulo Porto

Fundador do 1001 Videoclips e louco por The Smiths

  • Ricardo Ribeiro

    Cadê Closer do Nine inch Nails e Smack My Bitch Up do Prodigy para representar os 90s?